Jornal do Brasil

Hildegard Angel

Pesadelo de uma noite de verão

Jornal do Brasil

JOÃO RICARDO Coelho fez uma reunião de apoio à candidatura de Carlos Tufvesson. Lá, Miriam Gagliardi encontrou o arquiteto Jorge Delmas e ficou sabendo que o amigo comum, Sydney Pereira está num retiro de idosos em Petrópolis... PAULINHO MÜLLER emprestou o carro com motorista, e lá foi ela visitar o Sydney. Saiu muito abalada e triste desse encontro... SYDNEY, VOCÊS sabem, foi um dínamo da noite carioca. Dirigiu o Chez Castel, depois trabalhou no Hippopotamus, no Zero Zero, nas casas de Chico Recarey, no Mistura Fina, na Casa Julieta de Serpa, sempre no papel de anfitrião que conhecia todo mundo e todos o conheciam... PARTIU DE SYDNEY a ideia da volta do Baile do Copacabana Palace. Sydney recorreu a mim para apoiá-lo na ideia, e conseguimos sensibilizar o diretor geral Philip Carruthers, que apostou na iniciativa... DURANTE VÁRIOS anos Sydney dirigiu o baile. Depois, o decorador Zeka Márquez passou a acumular também essa função, mas não esqueceu de homenagear o idealizador, quando o Baile chegou ao seu 10º ano... A ÚLTIMA ATIVIDADE de Sydney foi na Secretaria de Turismo, para onde foi levado pelo Claudio Magnavita, então secretário da pasta... APOSENTADO COM poucos recursos, Sydney não foi abandonado por seu bom amigo Magnavita, que ainda hoje o ajuda... A VIDA NOTURNA é encantada. Ela embriaga todos, que fazem dela atividade, com seu fascínio... SYDNEY PARECE ter sido uma das vítimas desse encantamento, julgando ser eterna aquela vida cintilante, de pessoas belas e fosforescentes, em momentos divertidos e glamourosos. Mas infelizmente na vida real não é assim... MIRIAM GAGLIARDI mobiliza outros amigos para também apoiá-lo, gesto bonito que merece ser prestigiado por tantos daqueles recebidos por Sydney na vida noturna, sempre com gentileza e cortesia... SEMPRE É bem-vinda a oportunidade de se falar de uma pessoa querida, sem adiar para depois do inevitável o sentimento de que pode fazer por ela...

Macaque in the trees
Sidney Pereira recebe Mauricio e Glaucia Zacharias na noite do Rio (Foto: Marcelo Borgongino)

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Miriam Gagliardi com Sydney, em seu último Baile do Copa, evento que recriou (Foto: Marcelo Borgongino)

IORUBÁ

O Rio de Janeiro ganhou novo patrimônio. A língua Iorubá foi considerada, por lei da Alerj, Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Esse reconhecimento não só significa a promoção do idioma, como também das tradições e da cultura africanas, parte fundamental na construção do Brasil, país que mais recebeu escravos africanos. Apesar disso, a cultura europeia sempre prevaleceu, para o empobrecimento de nossa rica cultura.

Doutor em história e membro da Comissão de Combate à Intolerância, o Babalawô Ivanir dos Santos felicitou a decisão: “Ela evidencia a relevância da preservação dos vestígios imateriais das presenças negras africanas em solo brasileiro (...) e fortalece a construção da tolerância, do respeito e na promoção da diversidade e pluralidade religiosa”.

Quem sabe o estudo do iorubá não vira tendência?

PÁGINA VIRADA

Nova York não é mais a mesma. Aquele chique nas ruas, o perfume de prosperidade nos lugares, os restaurantes clássicos com nomes franceses não mais inebriam como antes os visitantes. O comércio também se descaracteriza, com o fechamento de alguns ícones da elegância, como a Lord&Taylor. Tudo se moderniza de madeira padronizada. Na hotelaria, outro símbolo, se descaracterizou. Famoso por seu décor em estilo francês antigo de grande refinamento, o Hotel Lombardy redecorou seu lobby de poltronas de veludo e gobelin, dando lugar a poltronas de couro preto, ao estilo dos hotéis modernos, com um olhar contemporâneo.

O QUE ISSO NOS LEMBRA?

“O que está acontecendo é que (alguns) homens brancos de classe média estão sendo radicalizados por um tipo de autoritarismo. Uma supremacia patriarcal. Um patriarcado repressivo, etnicamente, no qual o Estado é um mecanismo para ‘puros e fortes’ dominarem ‘impuros e fracos’, com violência, exclusão, medo e intimidação. tudo o que ‘os puros e fortes’ acreditam é ‘correto, justo, nobre e verdadeiro’. Mas, na verdade, trata-se de uma ferramenta da oligarquia para continuar se enriquecendo. dê a homens rejeitados alguém para odiar... quem se importa quando se tem gays para bater, mulheres para rebaixar e imigrantes para intimidar?” A análise do momento americano é do site da Eudaimonia & Co. https://lnkd.in/dXJTVnJ

HORROR A POBRES

UMA NOVA PALAVRA foi escolhida a “palavra do Ano” na Espanha pelos filólogos. Trata-se de Aporofobia - neologismo que já é verbete em dicionário. Ela significa “aversão a pobre” (áporos, do grego, designa pessoas pobres), foi criada pela filósofa espanhola Adela Cortina, a propósito do crescente repúdio a imigrantes ou refugiados... SEGUNDO A AUTORA, “essa aversão não se dá por serem estrangeiros, e sim porque são pobres”... NÃO É SÓ LÁ que a aporofobia ganha força. Nós também sofremos dessa patologia social, que entre nós se manifesta através do repúdio dos pobres ao nosso redor, nas calçadas, nas favelas... ESSA REJEIÇÃO pode ser percebida em situações como a que vivemos agora, com os pobres sendo eliminados, simplesmente porque moram na linha de tiro da Intervenção Federal e Exército e forças policiais - que se realiza no Complexo do Alemão, ou qualquer outra ação de repressão nas demais favelas... A SOCIEDADE brasileira não se emociona com essa equivocada identificação dos pobres, sobretudo os pretos, com os malfeitores, simplesmente por eles serem pretos e pobres... O GENOCÍDIO DOS jovens negros é uma tragédia social que não sensibiliza a maior parte de nossa população e a mídia como um todo... ESSE SENTIMENTO antidemocrático, de ódio ao pobre, que afronta a dignidade humana, torna o nosso país muito pior, inviabiliza a convivência entre os diferentes, faz irrespirável o nosso ar, e suas consequências são imprevisíveis... Temos que combater com URGÊNCIA essa doença social...

OLIVETTO

Macaque in the trees
Com Catito Omar Peres à mesa, Olivetto, Patricia Secco, Patricia Tito, Beverly Marcondes e o jornalista Luis Fernando Silva Pinto
Mudou de nome o restaurante italiano que vai ocupar o primeiro andar no antigo Hippopotamus. Sai o “Pietro” anteriormente pensado e entra o “Olivetto”. A ideia surgiu durante um jantar no Bar Lagoa que reuniu, entre outros, o publicitário Washington Olivetto. Foi quando deu o estalo em Catito Peres, anfitrião na mesa. Um nome italiano, simpático e fácil, para o restaurante comandado por Luciano Bosegia. Washington adorou!

O momento devidamente registrado nesta foto. Com Catito Omar Peres à mesa, Olivetto, Patricia Secco, Patricia Tito, Beverly Marcondes e o jornalista Luis Fernando Silva Pinto.

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O ESTADO do Rio de Janeiro deverá instituir a comenda “Diploma Paul Singer”, preservando o nome do economista austríaco que, ao longo de sua vida, se dedicou à economia solidária no Brasil. O projeto de resolução do deputado Waldeck Carneiro, publicado sexta-feira no D.O., distinguirá as contribuições meritórias ao desenvolvimento da economia popular solidária.

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Com João Francisco Werneck



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