Jornal do Brasil

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018 Fundado em 1891
Futebol & Cia.

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Renato Mauricio Prado


O duelo mais difícil

Jornal do Brasil

A partida desta noite, contra o Grêmio, na Arena gaúcha, é a mais complicada para o Flamengo neste mês de agosto. Não somente porque o tricolor gaúcho é o melhor time que o rubro-negro enfrentará nessa duríssima sequência de nove partidas em um mês, como também pelo fato de que ela poderá determinar o ânimo da equipe na sequência da maratona.

Com uma vitória, ou até mesmo um empate, levando a decisão da vaga na Copa do Brasil para o segundo jogo, no Maracanã, o Flamengo segue de moral alto para a partida contra o mesmo adversário, no sábado, pelo Brasileiro, também no Sul e, principalmente, para o confronto com o Cruzeiro, no Maracanã, no meio da semana que vem, pela Libertadores.

E por que não considero este jogo contra os mineiros, pela principal competição do continente, o mais complicado? Porque avalio que o Grêmio é melhor que o Cruzeiro e também porque a primeira parte do duelo contra o time de Mano Menezes será no Rio. A segunda partida mais complicada, poderá ser, sim, a segunda, contra os mineiros, em Belo Horizonte, quando se decide a vaga para a próxima fase da Libertadores. Mas, se o Fla ganhar bem, no Maracanã, a coisa pode até ficar mais fácil.

Vitinho, já

Faz sentido Maurício Barbieri começar o jogo de hoje com Marlos Moreno. Afinal, no domingo passado, ele fez a sua melhor partida desde que foi contratado. A expectativa, entretanto, é que Vitinho estreie, no segundo tempo. E que já comece jogando no sábado, pelo Brasileiro. Ele está em forma (vinha jogando no CSKA) e pode dar ao ataque a efetividade que, muitas vezes, falta ao rubro-negro na sua linha de três homens de frente.

Em tempo: seja qual for o resultado, logo mais, não acho que Barbieri deva poupar os titulares no jogo de sábado, pelo Brasileiro, onde é o líder, com apenas dois pontos de diferença para o São Paulo. Se o Grêmio vier com um time C, como se tem dito, é a hora de aproveitar a arrancar uma vitória no campo do adversário, resultado, normalmente, muito difícil. Só não devem jogar no Fla, se for o caso, os mais desgastados, visando o jogo do meio de semana, contra o Cruzeiro, no Rio.

Baba paraguaia

O Nacional do Paraguai, que enfrenta o Botafogo, hoje, no Defensores del Chaco, está em décimo lugar na liga local e vem de dois empates e uma derrota. Mesmo jogando em casa, não pode ser considerado favorito contra os brasileiros. É uma excelente oportunidade para conseguir uma vitória e afastar a pressão que já existe sobre o técnico Marcos Paquetá.

Antipatia galopante

No Seleção SporTV de ontem, José Colagrossi, do Ibope, disse que se todas as citações a Neymar nas redes sociais fossem positivas, ele se tornaria um ídolo do tamanho de Ayrton Senna. Com todo respeito, acho que Colagrossi viajou na maionese. Nem se o craque do PSG nascesse de novo... O esportista brasileiro que mais se aproximou do amor que o brasileiro teve por Senna foi o tenista Gustavo Kuerten.

Cá entre nós, mesmo que Neymar deixe de simular faltas a partir do próximo jogo e ganhe a Copa do Catar, sequer se aproximará de Guga – de Ayrton, então, esquece. Carisma e simpatia não se compram na esquina. Nem se conseguem em milionários comerciais bregas.

Rejeição geral

Sempre que algum clube grande do Brasil demite o treinador, o nome de Vanderlei é incluído na lista de seus possíveis substitutos. Muito mais pelas amizades que tem na imprensa do que pelo real interesse dos dirigentes em sua contratação. A rejeição a seu nome é, faz tempo, muito maior que a atratividade que ainda possa existir, por conta de seu passado glorioso.

Ele amarga nove meses desempregado, desde que foi demitido pelo Sport, clube que o contratou depois de outro longo período no ostracismo, esse de onze meses – iniciado quando voltou da China, onde também fracassou. Vanderlei não se conforma com a aposentadoria e sonha com uma volta por cima, cada vez mais improvável pelo fato de que não reconhece que parou no tempo e o futebol e, principalmente, os jogadores mudaram.

Suas convicções táticas e seus métodos de convencimento psicológico estão superados. Hoje em dia, ele tem muito mais chances de brilhar no verde de uma mesa de pôquer (sua enorme paixão) do que no de um gramado de um estádio. Relaxa e vai pra Las Vegas, “profexô”...

Respeito ao corpo

Roger Federer decidiu não disputar o Masters 1000 de Montreal, que começa na próxima segunda-feira, com a presença confirmada de todos os outros dez primeiros do ranking – Rafael Nadal, o primeiro, e Novak Djokovic, o décimo, são as maiores atrações no Canadá. O técnico do suíço, Severtin Luthi, disse que o tenista não está contundido, mas, aos 37 anos, precisa respeitar seu corpo. A inesperada derrota nas quartas de final de Wimbledon (para Kevin Anderson) foi atribuída ao fato de Roger ter jogado dois torneios na grama (Stuttgart e Halle), antes do Grand Slam inglês. Na preparação para o US Open, no final do mês, Federer jogará apenas no Masters 1000 de Cincinatti, o último antes de Nova York.

A pergunta que não quer calar

Você levanta, quando o Neymar fica de pé?



Tags: esportes, flamengo, futebol, neymar, renato maurício prado

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