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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018 Fundado em 1891

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Intenção de consumo recua novamente em julho

Consequências da greve dos caminhoneiros ainda persistem

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Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 85,1 pontos em julho de 2018, registrando queda de 1,8% em relação ao mês passado. Já na comparação anual, houve alta de 10,2%. Com os resultados de julho, a insatisfação quanto ao nível de consumo acumula 42 meses, sem grandes perspectivas se a economia não voltar a crescer de forma sustentada.

Segundo a CNC, as famílias reduziram a intenção de gastos em julho devido principalmente às condições de consumo (-3,9%) e ao momento para a compra de duráveis (-3,9%).

“Todos os sete subíndices que compõem o indicador caíram, denotando que os consumidores ficaram mais cautelosos quando se depararam com a conjuntura desfavorável ainda reflexo da paralisação dos caminhoneiros e a desorganização da produção”, diz o economista da CNC Antonio Everton.

Mercado de trabalho

Um terço das famílias disse sentir-se mais segura no emprego atual, enquanto 29,7% relataram que as condições no emprego apresentaram-se iguais às do ano passado. Esse subíndice da pesquisa registrou 112,9 pontos, com queda de 0,4% em relação ao mês passado e aumento de 5,0% na comparação anual. 

Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias

“Essa percepção deve-se à recuperação do mercado de trabalho, que, embora lenta, vem gerando empregos”, analisa Antonio Everton.

Em relação às perspectivas de mercado de trabalho, o indicador recuou 2,3% na comparação com junho, mas ficou 5,8% maior em relação a igual período do ano passado. Desde abril de 2017, é a sexta vez que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 101,1 pontos.

Consumo

O subíndice Nível de Consumo Atual apresentou recuo de 0,6% na comparação com junho, porém aumento de 17,0% em relação a julho de 2017. Já o componente Momento para Duráveis apresentou queda de 3,9% no comparativo mensal, mas em relação ao ano passado a alta registrada foi de 13,0%. O estudo aponta que o subíndice segue abaixo da zona de indiferença, com 58,4 pontos.

O levantamento da CNC mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 99,0 pontos, e o componente Acesso ao Crédito teve queda de 1,2% na comparação mensal e aumento de 11,6% em relação a julho de 2017. Apesar da melhora de todos os subíndices em relação ao ano passado, 52,7% das famílias entrevistadas declararam estar com o nível de consumo menor do que em 2017.

Perspectivas para 2018

Cálculos da CNC mostram que os dez segmentos que compõem o varejo ampliado tiveram uma perda de R$ 7,4 bilhões no mês de maio, em decorrência dos 11 dias de paralisações provocadas pela greve dos caminhoneiros.

Embora as significativas quedas provocadas pelas paralisações de maio estejam restritas ao terceiro bimestre de 2018, dificilmente o ritmo de vendas verificado nos cinco primeiros meses do ano se manterá no segundo semestre. Diante desse resultado, a Confederação revisou a sua expectativa de avanço do varejo ampliado em 2018 de +5,0% para +4,8%.

Tags: abastecimento, caminhoneiros, cnc, consumo, crise, economia, greve, informe, varejo

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