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Tom Leão

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Monty Python, completo, na Netflix

Jornal do Brasil TOM LEÃO, nacovadoleao.blogspot.com.br

Nem tudo o que está no catálogo da Netflix nos EUA se encontra no do Brasil. Isso se deve ao fato de haver contratos diferentes para regiões diferentes. Contudo, uma das melhores coisas que apareceu no serviço de streaming lá fora chegou logo por aqui: o catálogo completo da trupe de humor inglesa “Monty Python”: todos os filmes. E, sobretudo, todas as temporadas do inovador e revolucionário programa de humor que os lançou: “Monty Python`s flying circus”.

Ao total, são 45 episódios, que foram exibidos na BBC entre 1969 e 1974, quando ninguém aqui fazia ideia de quem eram esses caras. A fama, no Brasil e no resto do mundo, veio quando eles lançaram o primeiro longa para cinema, “Monty Python and the holy grail”, 1975 (“Em busca do cálice sagrado”). É inegável a influência que o filme e a trupe inglesa teve em humoristas locais. Como a galera do Casseta & Planeta, por exemplo (eles nunca negaram). A série, só veio dar com os costados aqui, quando a TV paga chegou no país, numa sessão retrô do canal Multishow. Antes, só em VHS gringo.

Entre os episódios simplesmente imperdíveis do “Flying Circus” (ou Circo Voador, lembra algo?), está aquele sobre uma piada que mata quem a escuta. Ele está logo no primeiro episódio e já mostra que tipo de humor o telespectador terá, dali por diante. Há também o famoso esquete da partida de futebol entre filósofos, o dos Vikings que gritam Spam!, o esquete do papagaio (cliente de pet shop é convencido pelo vendedor a comprar uma ave que está visivelmente morta!). E, em vários episódios, aparecem uns cardeais, que invadem esquetes alheios e dizem, do nada: ‘Ninguém espera a Inquisição espanhola!’

“Monty Python e o Cálice Sagrado”, de 1975

São muitos os momentos memoráveis. Há até um mockumentary (documentário-paródia) sobre o mundo maravilhoso do balonismo! Tudo com animações inigualáveis do Python “oculto” – e, hoje, renomado diretor de cinema –Terry Gilliam. Os que apareciam em cena eram Michael Palin, John Cleese, Graham Chapman, Eric Idle e Terry Jones, que faziam múltiplos personagens, de todos os sexos e etnias.

Entre os filmes, além de “And now for something completely diferente”, de 1971, com refilmagens dos esquetes mais famosos da TV), se destacam, além do já citado “Em busca do cálice sagrado”, um dos maiores sucessos internacionais deles, a sátira bíblica “A vida de Brian”, de 1979 (sendo o ator que faz o papel-título, Graham Chapman, o único Python já falecido) e “O sentido da vida”, de 1983, que traz de volta o espírito original do grupo, pois é uma produção composta de vários esquetes. 

Depois, eles resolveram dar um tempo, para não perder a graça. Mas lançaram, para os fãs, um show filmado em Los Angeles (“Live at the Hollywood Bowl”), que serviu como despedida. Contudo, a influência da trupe, continua, em cada novo comediante, a cada nova geração.

Rugidos

• Netflix anunciou que, o roteiro para o piloto da série baseada no filme “Dredd” (2012), com Karl Urban, já está pronto. Ele dará sequência às aventuras futurísticas do policial vindo dos quadrinhos ingleses. Lançamento em 2019. 

• Também em 2019, virá a série baseada no filme coreano “Snowpiercer” (“O expresso do amanhã”), que será coproduzida pela TNT (que a exibirá, na TV, nos EUA e China) e Netflix (que a exibirá, por streaming, internacionalmente). 



Tags: caderno b, filme, netflix, séries, tom leão

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