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Quinta, 27 de março de 2025

Mick Hucknall, do Simply Red, fala sobre drama que marcou sua infância

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Jornal do Brasil

RIO - Antes da quarta passagem do Simply Red pelo Brasil, o vocalista Mick Hucknall fala sobre o drama que marcou sua conturbada infância, os shows no Brasil e fãs que têm menos tempo de vida do que ele de carreira.

Jornal do Brasil: Após 25 anos lançando discos, você atingiu tudo que quis como músico?

Tenho orgulho desses 25 anos. Progredimos na música, mudamos gradualmente o estilo e continuo orgulhoso. Agradeço o apoio.

Jornal do Brasil: Você já disse que seus relacionamentos amorosos foram afetados pelo fato de sua mãe tê-lo abandonado quando você era criança. Como esse acontecimento influenciou no modo de você compor?

Teria que escrever um livro para dizer adequadamente sobre a influência que o abandono da minha mãe teve na minha música. Não saberia dizer quanto isso está presente na minha vida e na minha forma de compor, mas sei que de alguma forma há uma influência.

Jornal do Brasil: Você se preocupa em agradar a uma nova geração de ouvintes ao compor?

Se fizer música pensando no que as pessoas querem ouvir, não terá sucesso. Você tem que fazer a música que quer. Mas é claro que sempre espero que as pessoas gostem do que faço.

Jornal do Brasil: Qual a diferença entre fazer um álbum solo para os discos como líder do Simply Red?

A grande diferença foi que no álbum solo não compus nenhuma das canções.

Jornal do Brasil: Por que você decidiu homenagear o cantor Bobby Bland em sua carreira solo?

Há muitos anos sou fã da música de Bobby. Foi um grande prazer fazer um disco em sua homenagem.

Jornal do Brasil: Quais outros músicos você gostaria de homenagear?

Não tenho planos de fazer nenhum outro álbum que seja uma homenagem como foi esse.

Jornal do Brasil: Como foi participar da novela brasileira Celebridade, em 2003? Você gosta de novelas?

Não gosto muito de novelas. Prefiro assistir a Rupert Bear (desenho animado inglês estrelado por um urso) com minha filha. Mas a participação foi divertida.

Jornal do Brasil: Em 2003, Home saiu sem o apoio de uma grande gravadora. Como foi gravar de forma independente?

Foi libertador. Prefiro trabalhar assim.

Jornal do Brasil: Quais lembranças você tem dos shows que fez no Brasil?

Tenho lembranças mágicas. Lembro do primeiro show lotado, estávamos começando e o público foi fantástico. Estou ansioso para voltar. O Brasil é especial.