Jornal do Brasil

Informe JB

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Jan Theophilo

Nada novo, de novo

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O que tem em comum Carlos Tufvesson, Vitor del Rei e Veruska Delfino? Todos os três participaram do projeto RenovaBR _ aquele que selecionou e preparou gente nova, comprometida e disposta em fazer política com honestidade _, e todos os três abriram mão de suas candidaturas ainda no começo da corrida eleitoral. O motivo é o mesmo: as mais recentes reformas eleitorais criaram um sistema engessado que sacrifica os novos candidatos e beneficia aqueles que têm pequenas maquinetas de ganhar votos. “Enquanto muitos esperavam desta eleição uma renovação, ela será uma eleição de reafirmação do que já existiu, porque foi desenhada para ser assim”, avalia o cientista político Paulo Baía. “A população não tem um cardápio de opções porque os novos candidatos não têm capacidade de competir com as máquinas”. Os exemplos práticos são muitos. A regulamentação para quem quiser fazer uma doação tem nada menos que 47 páginas! Uma das regras, determinava que os candidatos só pudessem abrir contas para doações um mês antes do pleito, o que complicou a vida de quem queria fazer as coisas direito. Sem CNPJ da candidatura, nem um copo d’água podia ser comprado sem que pudesse configurar crime eleitoral. As regras são tantas que já se fala que 2018 será a primeira eleição sem campanha do País. Ontem, um dos três ex-candidatos ficou particularmente fulo da vida. Para preencher todos os quesitos do formulário de desistência da candidatura, gastou a tarde inteirinha.

Sem Loubotin

As regras eleitorais frustraram muitos novatos. Em São Paulo, Gabriela Camargo, candidata a estadual pelo Partido Novo, anunciou que ia vender 16 de seus sapatos de grife para bancar a campanha. Ela vendeu uma botinha Louis Vuitton e um scarpin Loubotin por R$ 1 mil cada. Mas não pode usar o dinheiro. Pelas regras, ela só pode se desfazer de bens declarados no Imposto de Renda. Cá entre nós, quem declara sapato ao Leão?

Civilidade é isso aí

Os candidatos Wilson Witzel e Marcelo Trindade se encontraram durante um corpo a corpo na praia de Ipanema. A dupla trocou gentilezas e entraram em acordo após um comentário do ex-juiz: “Gente como nós é que vai mudar a velha política”. Tomara.

Direto ao ponto

Cirúrgico foi o comentário do professor Gilberto Maringoni, da Federal do ABC, ontem, em suas redes sociais: “responsabilizar a UFRJ _ que vem sofrendo seguidos cortes de verbas _ pelo incêndio do Museu Nacional é como culpar uma mãe ou um pai desempregado pelo fato do filho estar passando fome”.

“Sprichst du Deutsch?”

Isabela Andrade Flintz, aluna do segundo ano do ensino médio do tradicional Colégio Cruzeiro, participará em novembro em Lima, no Peru, do Juged Debattiert. Trata-se de uma competição escolar tradicional na Alemanha que promove um debate sobre temas sociais atuais com o objetivo de testar o conhecimento e a capacidade de argumentação em alemão do aluno das escolas que praticam o idioma. Isabela foi a primeira colocada na etapa brasileira.

Universo particular

Panfleto distribuído ontem em Botafogo apresentava inusitada dobradinha: Marco Antonio Cabral, do (P) MDB para federal e Thiago Pampolha, do PDT, para estadual. Ué, mas os dois partidos não são adversários nessa eleição?

Tempo verbal

A se confirmar um segundo turno entre Romário e Eduardo Paes o marketing do DEM já tem pronta uma das melhores piadas da eleição. O slogan do ex-prefeito, que brinca com seu sobrenome, é Eduardo Faz. Já Romário, Faria.

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LANCE LIVRE

A segunda edição do Blue Orla Jazz Fest, será este sábado no rooftop do Prodigy Santos Dumont, com os violinistas Marcel Powell e Victor Biglione. A Josefina Rosacor do Rio Design Barra, em parceria com a Ana Botafogo estão em campanha pelo Theatro Municipal, com a camiseta #SalveoTheatroMunicipal.



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