POLÍTICA

Jair Renan, filho 04 do ex-presidente, é alvo de busca e apreensão da Polícia Civil do DF

Operação investiga esquema de lavagem de dinheiro e cumpre mandados em endereços de Balneário Camboriú e Brasília

Por Gabriel Mansur
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Publicado em 24/08/2023 às 10:09

Alterado em 24/08/2023 às 10:09

Jair Renan Bolsonaro, o filho mais novo do ex-presidente Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (24), um mandado de busca e apreensão contra Jair Renan, filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A suspeita é de que ele tenha envolvimento em um grupo criminoso que cometeu estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Dois endereços ligados a Jairzinho foram alvos de busca: um no apartamento onde ele mora, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e outro em um prédio no Sudoeste, área nobre de Brasília. Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Os alvos são:

  • Jair Renan;
  • Maciel Carvalho, amigo e instrutor de tiro de Jair Renan, que foi preso;
  • Eduardo Alves dos Santos, que está foragido e é investigado por ser "testa de ferro" do esquema.

"Falso coach"

A operação, deflagrada pela Polícia Civil do DF, intitulada "Succedere" e "Falso Coach", tem como principal alvo Maciel Carvalho, que foi instrutor de tiro de Jair Renan e já havia sido preso em janeiro deste ano. De acordo com as investigações, o grupo atuava por meio de um laranja e de empresas fantasmas que eram utilizadas por Maciel Carvalho e seus parceiros.

Em nota, a PCDF informou que descobriu "que os investigados forjam relações de faturamento e outros documentos das empresas investigadas, usando dados de contadores sem o consentimento destes, inserindo declarações falsas com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, além de manter movimentações financeiras suspeitas entre si, inclusive com o possível envio de valores para o exterior".

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil.


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